Blog do Afonso Carisio

Blog criado para o curso de Didatica do Ensino Superior ministrado pela Prof. Elizabeth Rego - UDF

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Terra Blog

30.09.08

Pedagogia da Autonomia

A pedido da Professora Elizabeth Rego, do curso de Didática do Ensino Superior da UDF, fiz uma leitura do livro Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire, e tive a felicidade de me deparar com uma obra de pequeno porte físico e enorme alcançe. As principais informações seguem abaixo:

“ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção”.
“embora diferentes entre si, quem forma se forma e re-forma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado”.
“Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender’. “O educador democrático não pode negar-se o dever de, na sua prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando, sua curiosidade, sua insubordinação”.
"O educador deve ensinar a pensar certo."
“pensar certo é não estarmos demasiado certos de nossas certezas”.
O educador pode e deve levar para sala de aula os acontecimentos do dia-a-dia, a vida cotidiana da sociedade. Estimular o pensamento crítico, buscando a inserção do acontecimento presente na vida dos estudantes. “Por que não há lixões no coração dos bairros ricos...?”. a necessidade de discussão com os alunos associando a realidade concreta ao conteúdo da disciplina.
... mas o que é pensar certo? É só não estarmos certos de nossas certezas?
“curiosidade é já conhecimento” ... e a curiosidade, por si só, já é conhecimento?
O ensino mecanicista castra o aluno, o domestica. Qual deve então ser a “aventura” do professor?
Deixar os alunos pensar pode ser uma “roubada” para o professor em sala de aula, pois o professor pode se ver em condições desconfortáveis. Discutir o que já está consagrado em livros às vezes nem sempre suscita discussão e sim aceitação de tudo como uma verdade em si. Então qual o caminho?
O professor como sujeito de direitos. Direito a salário digno, a condições de trabalho etc.... “desrespeitado como gente no desprezo a que é relegada a prática pedagógica não tenho por que desamá-la e aos educandos. Não tenho porque exercê-la mal”. Seria o que minha dizia: é o amor pelo ofício?

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  • Postado em 19:36:35
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